Comunicado do Sindefer sobre os cortes salariais

Com a presença de sindicatos dos transportes e telecomunicações realizou-se, esta manhã, na sede da UGT, uma reunião que analisou as consequências da Lei 133/2013 no sector empresarial do estado (SEE).

As consequências são brutais! Se esta Lei passar, na sua aplicação integral, e se juntar as medidas que constam da proposta de OGE, com aplicação imperativa no SEE, significará um rude golpe na contratação coletiva no setor, o princípio do fim dos sindicatos nas empresas públicas.

Não há concertação social sem sindicatos capazes de incomodar a sociedade portuguesa. O impacto das lutas sindicais depende, em grande parte, da capacidade reivindicativa dos sindicatos dos transportes.

O governo sabe-o e porque o sabe ataca brutalmente o sector. Qual será a força da UGT, e também da CGTP se, os Sindicatos, que estão em sectores chaves da sociedade portuguesa, ficarem impedidos de negociar?

Isto é insustentável! Até para a tecnocracia, que nunca se quis misturar nas lutas e, agora, ou aceitam ser “capos” do governo e da direita no poder ou lutam com a “plebe” para também não ficarem pelintras e, assim, mostrarem que são pessoas com princípios e que merecem o respeito dos seus colegas de empresa.

Em conjunto, os Sindicatos UGT decidiram participar na reunião do dia 16, com Sindicatos da CGTP e Independentes, assim como, analisar as consequências dos novos cortes que o OGE/2014 contém e que à data já serão conhecidos na sua plenitude.

Por outro lado, a UGT deverá, junto dos grupos parlamentares, influenciar deputados para o pedido de verificação da constitucionalidade da Lei e exigir que as Leis, de pura ideologia liberal, sejam revertidas pelo próximo governo, exigindo aos partidos que se pronunciem nesse sentido.
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