Comunicado-Não se assina como novo o que já existe


COMUNICADO CONJUNTO

Não se assina como novo o que já existe

Não faz qualquer sentido, nas vésperas de aplicação de um OE que impõe cortes salariais brutais, em salários iguais ou superiores a 675€, ou seja, abrangendo a totalidade dos trabalhadores da CP e CP Carga, que se anuncie, na comunicação social, com caracter triunfal, a assinatura de um acordo que apenas prorroga acordos já subscritos com os Sindicatos, em 22 de Março e 17 de Julho, e cujo prazo de aplicação tinha terminado formalmente, em 31 de Outubro, mas continuavam a ser aplicados.

Nunca houve dúvidas, por parte destas organizações, em reafirmar a disponibilidade de prorrogar o acordo, de forma a ultrapassar as consequências negativas do artigo 18º do decreto-lei 133/2013, que se aplicam a partir de 3 de Dezembro.

Tal como o fizeram na REFER, sem necessidade de assinatura suplementar, o que se traduziu no levantamento do pré-aviso de greve ao trabalho suplementar, após reunião intersindical, na sede da CT da CP, para honrar os compromissos livremente assumidos pelos diversos sindicatos.

A necessidade sentida pela CP, não sentida pela REFER, de reassinar o velho acordo, como de novo se tratasse, resulta da forma como a Administração conduz as negociações. É que, a administração da CP, só negoceia com uma organização e depois “exige” que as outras organizações assinem o que já está negociado e tornado público!

Há quem, no movimento sindical, não goste de ser telecomandado pela administração.

Há quem, no movimento sindical, não goste de assistencialismos, com capa de “apoio social”, que transforma Direitos dos Trabalhadores, como o das Concessões em 1.ª ou 2.ª classe, numa “benesse” da administração, durante o período natalício, em 2.ª classe.

Há quem, no movimento sindical, não esteja disponível para subscrever textos de teor assistencialista como: “A Empresa e o Sindicato analisarão no âmbito da Agenda Laboral, a possibilidade de reforço e desenvolvimento de mecanismos de apoio social para aqueles que se possam encontrar em situações mais difíceis e de maior desgaste”

O 25 de Abril, também, foi feito para restabelecer Direitos e Dignidade aos Trabalhadores!

Em conformidade os Sindicatos da UGT e o SIOFA, na reunião de hoje, fizeram a seguinte Declaração:

Declaração para a Ata

Os Sindicatos Signatários consideram que face ao “acordo de princípios”, subscrito entre a administração da empresa e diversas organizações, a prorrogação dos acordos de 22 de Março e 17 de Julho é um dado adquirido.

Não tendo, o mesmo, sido negociado, com estas organizações, nem no todo, nem na parte, o que infelizmente se tornou habitual, inviabilizou a possibilidade real de a “declaração de princípios” ter um âmbito mais alargado com uma redacção diferente expurgada da mentalidade assistencialista que a enferma.

No entanto e com vista à manutenção de um “diálogo interno” o mais útil possível, não tendo no entanto, estas organizações, quaisquer ilusões que o principal das preocupações dos trabalhadores fica de fora do “diálogo interno”, os Sindicatos Signatários consideram que o pré-aviso de greve ao trabalho suplementar fica desajustado face à prorrogação dos acordos existentes até 31 de Outubro e será, por esse motivo, levantado.

Os Sindicatos Signatários recomendam à administração da Empresa uma visão mais abrangente dos problemas sócios laborais de modo a evitar conflitos de interesses, uma Empresa é o seu todo e não apenas uma parte, por muita importância que, essa parte possa ter.

SINDEFER – SINFESE - SINAFE - SIOFA
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