Comunicado sobre as reprivatizações em curso

O transmitido pelas administrações aos sindicatos sobre a reprivatização da EMEF e da CP Carga, foi meia dúzia de balelas, a própria administração da EMEF teve o "bom senso" de nem sequer convocar o Sindefer para a reunião de "histórias de encantar" a quem as conhece muito bem e não está distraído com a inevitável mudança de ciclo político que terá forçosamente de ocorrer em Outubro, o que na verdade se sabe, e é muito pouco, é o que sai nos jornais em artigos alguns deles "soprados" pelas próprias empresas, como é o caso dos jornais ditos de economia.

Do que se sabe a reprivatização das duas empresas tem todos os ingredientes para não correrem bem aos interesses dos trabalhadores.

No caso da CP Carga os interessados à compra não auguram nada de bom. No caso da MSC, a única que possui conhecimento no sector, significa uma CP Carga mais pequena e dedicada a um nicho de mercado, o dos transporte de contentores, as outras não passam de capitais de risco para negócio a qualquer preço. Perigo evidente de perda de emprego.

No caso da EMEF a Bavaria tem todas as condições para perigo elevado ao emprego e a Alstom, empresa cuja influência em Portugal foi muito reduzida pela acção da Siemens e do estado alemão, vive uma crise conhecida na península ibérica a nível ferroviário.

A entrega da reparação e manutenção do material circulante da CP a uma empresa monopolista não é sinal de inteligência, mas isso há muito sabemos como não existente no governo português ou, por outra, os interesses que defendem de privatização a qualquer preço e de ódio ao serviço público, fá-los borrifar nos interesses do país e dos portugueses. Há que privatizar ponto final!

A declaração da CP que vai analisar as propostas é o politicamente correcto e não pode ser dito de outra forma. Não é a CP é Sérgio Monteiro que dirá ao presidente da CP qual a posição do governo e para agir em conformidade.

O emprego será certamente afectado seja qual for a decisão incluindo a não reprivatização. Este sector está moribundo e necessita urgentemente que Portugal inicie um novo ciclo politico para com seriedade encontrámos as soluções que melhor se adaptem à realidade em que vivemos.

Com esta gente é manifestamente impossível dialogar, não são politicamente sérios.
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