Acabar com o velho "arco de poder" nas Empresas

O governo do PS, apoiado parlamentarmente pelo BE, PCP e Verdes, foi, é, uma lufada de ar fresco absolutamente imprescindível para os trabalhadores, para o país. O Sindefer é um apoiante desta forma de governo!

No entanto há mais vida para além do governo, também essencial para os trabalhadores e para o país, a vida nas empresas.

Se, no passado, o "arco de poder" era apenas o PS e os partidos da direita, e agora já não é, daí a lufada de ar fresco, nas empresas era o Bloco Central de interesses que comandava e ainda é. Talvez até se tenha reforçado.

Reforçado, sim não é engano nosso. Neste momento ninguém os controla porque todas as atenções estão viradas para o governo e para a maioria que o suporta.

Nas Empresas continua a Caranguejola a mandar, refrescada por um ou outro socialista. Continuam na mesma linha de Sérgio Monteiro, porque nenhuma outra estratégia existe.

Porque razão as Empresas continuam na mão do Bloco Central de interesses? Porque razão só o "arco de poder" do passado tem "competência"? Será razão divina?

É óbvio que o Bloco Central conta com uma grande ajuda, os partidos à esquerda do PS não estão preparados para esta discussão, julgam que isto é "job for de boys".

Estão enganados e rapidamente vão dar conta que há mil maneiras de privatizar empresas, uma delas é por inacção. Deixa-se andar, passa-se o conhecimento para fora, esvaziando o interno, há mil maneira de o fazer e daqui a um ou dois anos criou-se a concorrência privada que destronará o que ainda hoje de público existe.

Tudo isto vai acontecendo porque a vida das Empresas não é escrutinável por outros que não os interessados que nada mude para que tudo se mantenha desta maneira, que apresentam os números à sua maneira e à conveniência dos seus interesses. Lamentavelmente são cada vez menos os que denunciam e combatem este estado de coisas.

Tão poucos os que combatem este estado de coisas que até os recentemente nomeados se dão ao luxo de sugerir que também, esses poucos, sejam afastados.

Voltar atrás