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EMEF| Voltar à normalidade também na gestão

O acordo assinado com a EMEF, por todos os sindicatos, na presença do Governo (Finanças, Trabalho e Tutela) e do Presidente da CP, para além do CA da Empresa, é um bom acordo e junta-se à recuperação durante o ano de 2017 das progressões nas carreiras profissionais (aplicação do RC assinado pelo Sindefer em 1995), sendo que, as progressões de Outubro, corresponderam já à aplicação normal do Regulamento. É o voltar à normalidade.

No que respeita à normalidade da gestão na empresa é que ainda se está longe. As negociações demonstraram, a todos os presentes, que não se pode continuar com o tipo de gestão existente. Negociações que não foram nada simpáticas para o CA da EMEF.

Foi duro o que ouviram, talvez as coisas, nem sempre aconteçam, como seria seu desejo, mas, uma coisa é certa, deixam que aconteça, convivem bem com isso.

A EMEF é caracterizada, de há anos a esta parte, como empresa em que tudo o que envolve mudança, nos recursos humanos, é proibido, a lei não o permite. Tudo! É a cultura do proibicionismo contra o criativismo e o passa culpa para o governo.

Se juntarmos a isto uma filosofia operacional isolacionista, de que só interessa o trabalho para a CP e o resto é para por de lado, chega-se à causa da agitação social em Guifões e aos culpados da mesma. Os defensores do "proibicionismo" e os executores do "isolacionismo".

Como cereja no topo do bolo vem a "engenharia financeira" com quase 10 milhões de euros de resultados positivos (antes do EBITDA), mas proibida alguma repartição pelos criadores de riqueza. O que é que estes senhores queriam? Que o pessoal aguentasse caladinho? Para caladinhos já bastam os Directores!

Tudo isto foi dito nas negociações! Todos ouviram e alguns não gostaram, outros agradeceram o que ouviram, porque só assim os problemas podem começar a ser resolvidos, falando sobre eles, não os escondendo, ou, pior ainda, mentindo. Os representantes do Governo afiançaram que este conflito clarificou muita coisa, assim como, o Presidente da CP.

Vamos dar algum tempo para ver se, na realidade, existe vontade de mudar, ou, se é só conversa mole. Ficámos com algumas expectativas.
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