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CP pede aos trabalhadores atenção ao MC

CP pede aos trabalhadores atenção ao material circulante

Numa altura em que é publico, via imprensa, que a CP encara uma imobilização da frota entre os 20 a 25%, a empresa relembra os trabalhadores ligados à circulação de comboios para redobrarem a atenção com o material circulante em exploração.

Nota interna da empresa, que a webrails.tv teve acesso, recomenda “a máxima atenção ao estado do material circulante, principalmente no que respeita aos órgãos que, pelo seu estado, possam de algum modo atentar contra a segurança das pessoas, do material ou da circulação”.

O recomendação, entrou em vigor a 3 de Junho, surge numa altura em que a CP está cada vez mais apertada na gestão do parque de material circulante.

A situação traduz-se na supressão regular de comboios nas linhas do Oeste, Algarve, Alentejo ou Minho, com o transporte a ser assumido por autocarros.

Só que a comunicação da Direcção de Supervisão de Circulação não é para os comboios encostados é para os comboios que ainda circulam.

Alerta para o material circulante, que deverá ocorrer na rotina diária, da parte dos colaboradores, uma observação atenta ao estado e condições de funcionamento dos sistemas de freio e cepos; Sistemas de amortecimento e suspensão (molas, etc.); Tensores de engate e tampões de choque; Rodados; Pantógrafos; Portas de carruagens.

Além ser necessário dar “especial atenção aos órgãos e componentes cujas partes se possam libertar em/ou com o movimento”.

Entretanto sabe-se que mesmo depois de anunciado um concurso para aquisição de novos comboios, a necessidade de transporte não vai ficar resolvida.

Entre a abertura do concurso e a primeira entrega de novas composições, serão os comboios da comunicação a assegurar o transporte ferroviário de passageiros.

Uma baliza de tempo que também necessita de transporte mas onde a empresa que faz a manutenção, a EMEF, entra em jogo desfalcada. Desfalcada de quadros, e num processo de desmembramento. Factores a ter em conta na manutenção e no objectivo da comunicação.

“A presente comunicação tem por objetivo sensibilizar todos os agentes dos comboios e da carreira de Material para o perigo provável resultante da circulação ou movimentação de veículos que apresentem danos ou evidente mau funcionamento dos seus sistemas ou componentes que interfiram, ou possam interferir, direta ou indiretamente, com a segurança da circulação”.

Na sequência do acesso à COMUNICAÇÃO N.º04/18 da Direcção de Supervisão de Circulação a webrails.tv enviou questões à CP, EMEF, IMT e Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.

O documento levanta questões sobre o actual estado do material, a manutenção que é alvo, a atenção da Autoridade de Segurança Ferroviária, e até a atenção do próprio Ministério, área que tutela.

Era interessante saber como se chega a um situação que passa a ideia de que o material circulante pode estar no limite. Isto quando a CP detém uma oficina, a EMEF, e a administração CP e EMEF é comum.

Seguiram algumas questões para a CP e EMEF no sentido de ajudar a entender o presente e o médio prazo, mas que até à publicação do artigo não foi possível obter resposta.

Da parte do IMT procurou apurar-se se este tipo de recomendação faz sentido no contexto da exploração ferroviária, quando existem ciclos de manutenção, ou em que medida a comunicação salvaguarda os utentes do transporte ferroviário de passageiros.

Até ao momento não foi possível obter resposta.

Por seu turno, da parte do Ministério foi avançado que: “o Governo não comenta”, a comunicação, o reflexo no transporte e como se encaixa o procedimento da CP e EMEF, empresa tuteladas pelo MPI, nesta comunicação CP.

A comunicação da Direcção de Supervisão de Circulação da CP dirige-se ao “pessoal da carreira de Material, designadamente Chefes de Equipa de Material e Operadores de Material”, e ” pessoal operacional com intervenção direta na produção de comboios, nomeadamente os Agentes de Condução, Operadores de Revisão e Operadores de Transportes”.

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