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Contratações do ministro não convencem sector

Sindicatos não se revêm no número de trabalhadores a contratar pela EMEF anunciado pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas. Pedro Marques fala em 102.

Entre regularizações de trabalho temporário, passagem ao quadro, e saídas para reforma, os sindicatos dizem que não serão mais de 40.

Em declarações registadas pela SIC noticias na linha do Douro, face à necessidade de capacitar a EMEF para responder à imobilização progressiva de material circulante e atrasos na reparação, Pedro Marques deu conta que Tutela e CP acordaram a contratação de 102 trabalhadores. Mais 50 do que estava previsto:

“Determinamos, em articulação com a CP, a contratação de mais 102 pessoas para a manutenção do material ferroviário. Tínhamos definido 50, percebemos a necessidade de reforçar essa capacidade e decidimos duplicar essa contratação para 102 pessoas para a área de manutenção”, explicou Pedro Marques.

Número que importava esclarecer dizem os sindicatos. Porque nas contas que fazem serão mais de 4 dezenas, quando só para responder à CP a estabilização da capacidade instalada ronda a centena.

Do ponto ponto de vista das organizações os números não são sérios, porque não contam saídas e contabilizam contratados a trabalhar a prazo e regularizações.

“Há neste momento mais ou menos 60 trabalhadores com vínculos precários, muitos dos quais fizeram requerimentos no âmbito do PREVPAP, para a regularização dos vínculos, onde se incluem os 10 trabalhadores, de uma empresa de trabalho temporário, despedidos há um ano da Oficina de Santa Apolónia, quando havia já falta de efectivos, todos a aguardar a homologação por parte dos Ministros do Planeamento e das Infraestruturas, do Trabalho e das Finanças”, diz a FECTRANS.

Por seu turno o SINDEFER questiona como é que o Governo distribui os 102 trabalhadores para as séries da CP quando a EMEF está comprometida com 62 trabalhadores a contrato, em:

“R1 dos Comboios Pendulares; 960K da série Euro Tram da Metro do Porto, com a curiosidade que a EMEF Guifões tem de sair da EMEF que repara para a CP até ao fim de Dezembro por exigência do TdC; contrato de reparação de Rotáveis para as UQE 3500 da Fertágus”.

Pergunta-se ainda pelo impacto das saídas na empresa para reforma. Além do conhecimento que desaparece, lugares que não são preenchidos.

A FECTRANS diz que “há mais de dois anos já havia falta de mais ou menos 80 trabalhadores, que constavam num pedido de autorização que nunca foi concretizada”.

O SINDEFER fala em 64 saída desde Fevereiro, “saídas não contempladas no pedido referido acima”, e que poderão chegar a uma centena até ao final do ano refere a ORT afecta à CGTP-IN.

A leveza da dimensão apresentada do ministro, que deixa em aberto a projecção do número a0 terreno, não convence os sindicatos.

Por isso diz a FECTRANS, “é preciso que o Ministro explique se estaremos perante a admissão de mais 102 trabalhadores do exterior da empresa, que não tenham, actualmente, qualquer vínculo com a EMEF, ou se inclui os que têm vínculo precário, por se assim é, as novas admissões serão apenas 40, o que manifestamente é insuficiente, muito aquém das necessidades, que que faz com que no final do ano, o número de trabalhadores seja inferior ao do ano passado”.

“Isto não é sério. O Governo está claramente a empurrar a CP para uma ruptura sem procedentes do seu serviço de comboios”, remata o SINDEFER.

Em causa está a manutenção do parque de material eléctrico de automotoras, as locomotivas e automotoras diesel, e carruagens, nas oficinas de existentes em Lisboa, Porto, Entroncamento, Barreiro, Vila Real de Santo António e Sernada do Vouga.

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