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Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia

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Não é ilegal, mas seria profundamente imoral

Tendo chegado ao nosso conhecimento que, o CA da CP, teria autorizado, e vertido para acta do Conselho, a rescisão, por mutuo acordo com consequente indemnização, plafonada em 100.000€, de um Alto Dirigente do Grupo CP, com idade e carreira contributiva para aceder directamente à situação de reforma, dirigimo-nos ao Presidente da CP e da EMEF, em e-mail, datada de 27 de Julho, a inquirir sobre o assunto.

O Senhor Presidente, certamente, por causa dos mil e um afazeres que a "desgraçada" situação da CP atravessa e que podemos ler, ver e ouvir, todos os dias, nos OCS, ainda não nos respondeu.

Entretanto viemos a saber que são, pelo menos, quatro, os casos de Altos Dirigentes com idade e carreira contributiva suficiente para entrada directa na reforma que obtiveram autorização de rescisão e indemnizações plafonadas em 100.000€, com efeitos a 30 de Setembro.

Ficam algumas dúvidas que gostaríamos de ver respondidas, o mais urgentemente possível, pelo Sr. Presidente da CP

1.º Todos os trabalhadores do Grupo CP passam a ter direito a rescindir, por mutuo acordo, nas vésperas da sua entrada na reforma e receberem indemnização de até 100.000€, ou a medida é selectiva?

2.º Se é verdade, ou não, que, as Finanças, emitiram uma recomendação a qual, a partir de 1 de Outubro, "proíbe" as Empresas de tomarem decisões desta natureza?

3.º Estamos todos mal informados, nada disto se passa, quanto muito aplica-se a norma, datada de 1992/1993, que atribui 6 meses, a situações desta natureza, para evitar que as pessoas andem, até aos 70 anos, pela Calçada do Duque, sem saberem muito bem a fazer o quê.

Aguardamos os esclarecimentos do Senhor Presidente que já não devem tardar.
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