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Não há solução à vista

O anterior governo criou o pântano, este, em vez, de o drenar deixou, por inacção, aprofundá-lo.


Não há solução à vista para resolver o problema, tal como, o afirmei em inúmeras postagens.

O anterior governo criou o pântano, este, em vez, de o drenar deixou, por inacção, aprofundá-lo. Ao escrever, todos os dias, sobre o assunto, não é para escarafunchar a ferida, pelo contrário, é para ajudar a esclarecer o que está, em minha opinião, em jogo, não permitindo, na medida do possível, a manipulação da verdade.

A situação é dramática e resume-se a que não há mão de obra disponível, na EMEF, e o conhecimento também já falta para reparar algum tipo de material circulante. Sem material circulante, a CP, não pode realizar comboios.

As admissões agora anunciadas são insuficientes e deviam ter sido feitas logo no inicio da governação, porque já se conhecia a gravidade do problema. O governo demorou quase três anos para o autorizar e, mesmo assim, em números claramente insuficientes, que nem sequer cobrem as saídas para a reforma, ou seja, o problema não está resolvido e provavelmente irá agravar-se. Sem mão de obra na EMEF, não há material circulante disponível na CP.

Por outro lado, o aluguer de material circulante tem muito de conversa fiada. A Renfe tem apenas 4 automotoras disponíveis e há hipóteses de uma quinta. O processo de aluguer e a homologação vai arrastar-se, por alguns largos meses, entre Março e Dezembro do próximo ano. O governo, também, aqui, podia ter autorizado o aluguer desde o inicio do mandato, esta falta, estava sinalizada. As noticias de ontem de, a Renfe, poder alugar 10 comboios são para disfarçar a penúria e dar alguma esperança.

Comprar material novo, aqui, se eu dissesse o que sei, havia um sarilho dos diabos, quero, por um lado, que eles, o governo, saiba que tenho conhecimento do faseamento que pretendem fazer, mas julgo, alguém, porá juízo, em algumas cabeças, apenas refiro que, antes de 2024, não haverá nada.

Estes são os pontos fundamentais em relação à CP e não vejo que, sem uma brutal redução da oferta comercial, possa deixar de haver numerosos comboios suprimidos todos os dias.

A dita liberalização, algum Privado que apareça com comboios, esbarra com os problemas técnicos da nossa infraestrutura, com processos de homologação caros e com uma linha do Norte saturada e em muito mau estado em numerosos troços. Estou em crer que, por aí, nos próximos anos, não haverá nada de relevante.

Relevante, sim, era reforçar a EMEF com todos os meios possíveis e imaginários para que Milagres fossem possíveis, nos próximos meses, e os comboios imobilizados voltassem o mais rapidamente possível aos carris. Isto passa por ter outras pessoas a gerir a Empresa, e não meros situacionistas à espera da reforma, e conseguir evitar que, de novo, nas aquisições da EMEF, se aplique o código dos contratos públicos (CCP), isso será a hecatombe final.

Termino dizendo que um dos mais graves problemas de carência de material circulante são as Carruagens, a sua imobilização, quando do artigo de Rosa Pedroso Lima no Expresso, andava nos 20%, agora quase que chega aos 30%. Está tudo dito!

Francisco Fortunato

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