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A EMEF tem de morrer...

O artigo de Carlos Matos Gomes, no Tornado, explica muitas das razões, pelas quais, tenho dito, que há dois tipos de problemas com a falta de comboios na CP.
O primeiro, e o mais grave de todos, é a incapacidade da EMEF em reparar, a tempo e horas, os comboios da CP, por falta de pessoas qualificadas para o fazer. É porque há muitos comboios imobilizados que há comboios suprimidos. Não é por nenhuma outra razão, nem sequer por falta de peças (como ex-Director de Logística da EMEF sei muito bem o que digo).
O segundo, é que a CP deve começar a renovar a sua frota e já devia ter lançado os concursos, há dois anos atrás. Teríamos comboios daqui a dois, três anos, ou seja, muito a tempo, caso a degradação da EMEF, repito, por falta de mão de obra especializada, não tivesse chegado ao ponto a que chegou e, este, governo, não está isento de culpas, bem pelo contrário.

Chegados aqui, o que se assiste, é o posicionamento das forças politicas, do costume para os negócios de milhões, que, por aí, vêm. Deixa-se a EMEF continuar a definhar, anuncia-se a entrada de 102 pessoas, quando são apenas 40, e como já saíram, este ano, 64 para a reforma, não se resolve o problema, antes o deixa agravar.

Os OCS, cujos prejuízos são pagos por alguém com interesses em outras áreas, assim como a Cristas, e a sua trupe de malfeitores políticos, passam a falar ininterruptamente da necessidade de comprar novos comboios. Está a operação montada. Quem agradece?
Os fabricantes de comboios que, a tempo e horas, contrataram lobistas, todos eles antigos Administradores da CP, da Refer e da EMEF e ex-Quadros Superiores, dessas mesmas empresas, que vão escrevendo, palestrando, influenciando na necessidade da compra de novos comboios, etc. etc. etc.

Comboios que trazem associado a sua manutenção pelo fabricante. É, por isso, que a EMEF tem de morrer e partir-se aos bocados em ACE,s como o feito com a Siemens...(ferroviariamente falando a dona disto tudo em terras lusas)

Tal qual diz Carlos Matos Gomes
"Nem políticos, nem comunicação social falaram durante anos do caminho de ferro. De repente cai o Carmo e a Trindade. a ferrovia está num caos. Políticos e jornalistas atiram-se á CP como gato a bofe. Cheira a dinheiro! A grandes investimentos e fundos europeus. O CDS e Assunção Cristas são os mais fervorosos dos neoconvertidos. São os ponta de lança do mundo dos negócios e também o mais exuberante exemplo de como os políticos estabelecem prioridades de acordo com os senhores do dinheiro."

Francisco Fortunato

O artigo de Carlos Matos Gomes aqui
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