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Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia

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Resposta à SGA do PS

Resposta, com factos, ao e-mail da SG Adjunta do PS, sobre Ferrovia

Plano Ferrovia 2020

Infraestruturas de Portugal (IP) para além do disparate que foi, o Governo, ter prosseguido com o “monstro” (criação bicéfala do então secretário de estado da PAF, Sérgio Monteiro, e de António Ramalho, teóricos do neoliberalismo puro e duro) e não ter revertido a situação, regressando à REFER e às Estradas de Portugal, todo o anunciado processo de Investimentos está claramente atrasado, nenhuma data será minimamente cumprida.

Realce-se, pela negativa, o facto de o governo PS ter, no essencial, mantido o Conselho de Administração (CA) do anterior governo da PAF, substituindo A. Ramalho (PSD), por ter ido para a presidência do Novo Banco, por A. Laranjo (PSD) e, nomeou, C. Fernandes (PS), reconhecidamente adepto do Bloco Central e das privatizações, daí grande defensor da IP. A empresa está pois entregue à Direita Pafiana (4-1), em termos futebolísticos uma goleada da Direita ao PS.

Fico por aqui, a situação do material circulante, imobilizado na CP, não é por causa dos Investimentos na IP, mas como, o documento PS, anexo ao e-mail da SGA, o refere, tive de o fazer.

Programa de aquisição e manutenção de material circulante

O concurso público para a compra de novo material circulante ainda não foi lançado, apesar de, a CP, ter o Caderno de Encargos pronto há meses. Acresce que, a Tutela, amiudamente, faz propostas de alterações ao Caderno de Encargos, claramente dilatórias, e, nalguns casos, se aceites pela CP, conduzirão a que o Concurso fique vazio, com a consequente demora para lançar outro. Fica-se com a sensação que apenas se anuncia e, depois, tudo serve para atrasar o anunciado. Se, o Governo, não tem dinheiro para o Investimento, só tem de o dizer.

Politica de verdade precisa-se e não ilusionismo de palavras. Sobre a manutenção e reparação do material circulante respondo em contratação de trabalhadores.

Aluguer de material circulante a Espanha

Diz o PS, no seu documento, que, para responder às necessidades imediatas, foi alugado à Renfe 20 comboios. Há, por aqui, muita confusão. As automotoras, dezassete, foram alugadas em 2011 e as restantes, três, em 2014, tendo-se, nesta data, acertado que iriam sendo substituídas por material circulante menos idoso.

A CP apenas vai alugar mais 4 automotoras que serão entregues, no decorrer do próximo ano, a partir de Abril. Também, neste caso, o processo foi cheio de ilusionismo palavroso em que, por milagre, já se falavam no aluguer de 10 comboios que a Renfe não tem...
(alguém informou mal a SGA)

Contratação de trabalhadores

Diz o PS, no seu documento, que, pela primeira vez, após 2011, a EMEF contratou 124 trabalhadores e, até ao final de 2018, vai contratar mais 102 trabalhadores. O documento mistura tudo numa clara intenção de dizer que foram autorizadas, pelo Governo, 226 admissões. Ora isso é atirar poeira aos olhos das pessoas, só que nada resolve. Vamos por partes:

A EMEF ficou, em 2014, com a responsabilidade de reparar a totalidade do material circulante da Metro do Porto (MdP). Responsabilidade nova e, para isso, teve de contratar trabalhadores, primeiro a termo certo e depois a sua efectivação no Quadro. Ora esta situação, como é bom de ver, nada tem a ver com a falta de trabalhadores para a reparação dos comboios da CP. Os 124 trabalhadores foram para o material circulante da MdP, excepto oito que entraram na UMAV (Comboios Pendulares) e na Logística. Estavam na situação de trabalho temporário, que ultrapassou o tempo máximo permitido por Lei, não precisam do resto do desenho, para perceberem a maneira de encontrar uma solução,...

Opção claramente assumida, pelo Director Geral da altura e o Director de Logística (eu próprio), e assim ultrapassar o contra vapor burocrático, dentro da própria EMEF, que ameaçava tornar ainda mais difícil a vida de todos!

Fica, então, claro, que não foram autorizadas, até há um mês atrás, admissões de trabalhadores para a EMEF que repara o material circulante da CP, como, ainda por cima, saíram, no período deste Governo, cerca de centena e meia de trabalhadores para a Reforma, a situação, pelo contrário, agravou-se. E, mesmo, no caso das 102 admissões anunciadas, há muita propaganda à mistura.

Vamos a factos:
A EMEF, para além do trabalho de manutenção e conservação dos comboios da CP, tem outros serviços, tais como:

1.º modernização do Pendular, faltam cinco comboios para modernizar, num processo que se vai atrasando em cada comboio.

2.º reparação de rotáveis dos comboios da Fertagus.

3.º modernização da frota EuroTram da MdP, processo que tem decorrido razoavelmente bem, porque nunca faltou mão de obra especializada a tempo e horas.

Como são trabalhos especiais, com prazo de execução, foram contratados a termo certo 62 trabalhadores. Tal como afirmámos, em relação aos trabalhadores que fazem a manutenção corrente na frota da MdP, também, estes, trabalhadores, nada têm a ver com a manutenção corrente dos comboios da CP. Ora, como na reparação diária dos comboios da CP, já saíram, só este ano, 64 trabalhadores para a Reforma, está bem de ver que, os 40 trabalhadores sobrantes, dos 102 autorizados, deduzidos os 62 em contratos a termo certo, são insuficientes, claramente insuficientes, para as necessidades de reparação dos comboios da CP.

Conclusão
A situação de comboios imobilizados vai continuar a agravar-se, para além, de que o PS continua a não explicar, porque manteve Manuel Queiró 18 meses para além do fim do mandato e nomeou um gestor da Direita Pafiana para o substituir, tal como o fez na IP.


Para ver o Documento PS, constante do e-mail, clique aqui

Material alugado à Renfe, clique aqui

Nota “Ainda sobre Comboios”, de minha autoria, clique aqui
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