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Que confusão vai naquelas cabeças

Depois do Presidente da CP, também o ministro não sabe quantos são os trabalhadores novos e os precários. Eu ensino-os a fazerem contas

A notícia é muito interessante porque demonstra bem a confusão que vai na cabeça do próprio ministro. Reparem que, o ministro, diz que são 142 trabalhadores precários os admitidos, ora não é nada disso. Há, na EMEF, um universo de trabalhadores contratados a termo certo que são 62 a que acrescem mais 10 que esperavam em casa o "processo de regularização dos trabalhadores precários do Estado", portanto, precários são 72 para um universo de entradas de 142.

Percebe-se, agora, que desse processo de regularização resultou o reconhecimento de 40 trabalhadores como precários, são 39 porque um não aceitou, o que deve querer dizer que, na autorização dos 102 iniciais, foram abertas as vagas de 30 dos agora considerados, não contam os 10 trabalhadores inactivos em casa. Se eu consigo interpretar aquilo que, nem eles próprios sabem explicar, haverá mais 29 trabalhadores novos (porque um não aceitou) a juntar aos 40 das admissões iniciais (102-62). Ou seja, (102+40)-62-10=70 trabalhadores novos (menos o que não aceitou são 69) o que, sendo assim, quando admitidos na Empresa compensam os trabalhadores saídos para a reforma, até agora 60 trabalhadores mas sairão mais até ao fim do ano.

Esta confusão, na cabeça do governante e do presidente da CP, é bem a prova que tudo foi tratado sob pressão, por um lado, a admissão de trabalhadores novos, por outro, o PREVPAP (Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública) o que os deixou perdidos nas contas.

Sei que dos 18 trabalhadores já seleccionados há desistências. O salário que, a EMEF, lhes oferece é o da entrada na Carreira, salário que não é actualizado desde 2009. Isto acontece, apesar dos avisos dos Sindicatos para haver maleabilidade e fazer entrar, os novos trabalhadores, em grau indiciário superior ao inicial. A estrutura da EMEF demonstra aqui, mais uma vez, ser parte do problema e não da sua solução, o que não é de admirar.

"Pedro Marques recordou ainda que o Governo autorizou a CP a contratar mais 102 trabalhadores para a manutenção ferroviária e que concluíram o processo de estabilização de 40 trabalhadores da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) que se encontravam com vínculos precários.
“São 142 trabalhadores que passam de uma situação de precariedade para uma situação de estabilidade”, sublinhou."


Francisco Fortunato

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