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Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia

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É assim tão difícil, perceber isto?

O maior problema da EMEF é não ter autonomia em relação à CP e estar dependente das regras das empresas públicas. A maior dificuldade em contratar os trabalhadores necessários está exactamente nesta obrigação, que a estrangula.

Ora, quando se devia caminhar para uma maior autonomia da EMEF, de forma a tirá-la deste colete de forças, pelo contrário, avança-se para uma integração na CP. Se a própria CP não consegue autorização para admitir os trabalhadores que necessita, como é que as "cabecinhas pensadoras" que defendem a integração na EMEF pensam resolver o problema? Com a integração continuará a haver a mesma dificuldade de recrutamento, ou talvez maior, porque se junta à da CP Operadora.

No Brasil houve idiotas suficientes para eleger o Bolsonaro, na CP/EMEF parece que também há os idiotas suficientes para liquidar a EMEF sem resolver qualquer problema da CP!

Esta gente, os integracionistas, não são capazes de pensar que se, por acaso, a EMEF tivesse a capacidade de reparar os comboios, os problemas de falta de material circulante na CP eram infinitamente menores?

Para ter essa capacidade, a EMEF, devia poder recrutar. Para poder recrutar, sem as arreias do Estado, devia caminhar para uma maior autonomização e não para o contrário.
É assim tão difícil, perceber isto?


Aconteceu ontem
CP corta 60 comboios na Linha de Sintra em apenas 2 dias
Sessenta viagens ficaram por realizar nos últimos dois dias porque a CP não tem material disponível e porque as oficinas da EMEF continuam com falta de pessoal e de peças. As supressões ocorreram sobretudo na hora de ponta, quando há maior procura por estes serviços. A empresa alega que as supressões foram provocadas pela necessidade de imobilizar comboios "para reparação ou para manutenção" do material circulante e garante que vai haver uma solução nos próximos dias. No serviço urbano de Lisboa, as supressões na hora de ponta implicam que os restantes comboios circulem muito perto da capacidade máxima ou mesmo em sobrelotação, o que acelera o desgaste das composições e provoca atrasos na circulação dos comboios. A CP diz que está a trabalhar em conjunto com a EMEF "para que, no mais breve espaço de tempo possível, sejam repostos os níveis de disponibilidade do material circulante, o que deverá ocorrer nos próximos dias". A transportadora defende ainda que houve mais comboios na Linha de Sintra nos primeiros quatro meses do ano em comparação com o ano passado.
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