SINDEFER

Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia

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Comunicado do Sindefer

O que nos move é a salvaguarda do único polo de indústria ferroviário que ainda resiste. A EMEF é esse polo, as oficinas da CP não o serão, nem sequer as minis-EMEF.

Nada melhor que situações de crise para se perceber que o falar de alguns sobre soluções de futuro é pura treta. Só se defende postos de trabalho se se defender, para além dos dias de hoje, os dias de amanhã.

O que se está a preparar é pura e simplesmente "encaixar" na CP os trabalhadores da EMEF relacionados com o material circulante da mesma, e ver o que se passará com a Medway e com a Metro do Porto. Se internalizarem os serviços se ficam ou não com alguns trabalhadores e os que não ficam, fica a CP com eles.

Esperando depois que com a saída de alguns para a reforma, outros com rescisão amigável do contrato, etc. etc. o excesso temporário de trabalhadores fique resolvido. Nem sequer precisavam de gastar 100.000€ para fazerem aquilo que é o tradicional.

A questão principal é que, entretanto, o país perdeu mais uma indústria. Não deixa de ser irónico ver aqueles que desde o 25 de Abril andam a dizer e bem que o País abandonou toda sua riqueza criativa, em nome da CE, acabou com a Indústria pesada, com as Pescas, com a Construção Naval, com a Agricultura, agora estarem entusiasmados com o fim da EMEF só para terem mais umas centenas de associados na CP e ganharem peso negocial. Enfim!
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