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CP | Aquisição de material, a verdade da mentira

Muito se tem escrito sobre a aquisição pela CP das 22 unidades para o Serviço Regional. Uns dizem que são insuficientes, outros que foi o que a CP pediu, outros ainda que está tudo em projecto mais abrangente, não divulgado, com a RENFE e que integraria também o Longo Curso.

O que é certo é que têm havido vários planos de aquisição de material circulante para a CP, relembrando os esquecidos que o último, que teve concurso público internacional e que “borregou”, foi em 2009, no tempo do Governo do PS, alegadamente por incumprimento processual de todos os concorrentes.

Deu jeito já não havia dinheiro e saiu-se airosamente de uma situação difícil, pois tal como hoje, é fácil anunciar será mais difícil concretizar, dado que será necessário dinheiro e, sobretudo, cumprimento do prometido, até porque palavra dada é palavra honrada e nisso estamos de acordo.

Mas voltemos à CP e à aquisição de material circulante. Em 2009, para além das 25 unidades automotoras para o serviço Regional, também eram propostas unidades para o serviço suburbano de Cascais. Nos tempos mais recentes do anterior Conselho de Administração da CP, também estavam previstas no projecto de aquisição 6 unidades para o serviço de Longo Curso.

Pergunta-se então como é que, de todos estes planos, se passa para uma redutora compra de apenas 22 unidades para o Regional? A resposta é simples, o actual Governo instruiu quem de direito, que só havia dinheiro para isto e numa fase recente de discussão até se colocou em dúvida pelos assessores da SET, junto da CP, se seriam mesmo necessárias “tantas” unidades e se não poderiam ser reduzidas a apenas 8!

Só a enérgica posição dos técnicos da CP, que repudiaram tal ideia, é que levou o Conselho de Administração da CP a que instasse junto da SET para que se mantivessem as 22.

A liberalização do sector, a 1 de Janeiro, também precipitou outra realidade anunciada à CP. Ou mudava o actual paradigma de inércia e incapacidade de tomar decisões, ou marcava o trágico destino futuro da empresa que será a auto extinção por inadaptação às novas-velhas realidades.

A ideia foi então tentar estabelecer um veículo empresarial internacional, com a RENFE, o qual foi cautelosamente ponderada por esta, até porque estaria farta de perder dinheiro no tráfego internacional de passageiros Lisboa-Madrid e Porto-Vigo. Aqui percebe-se porque a CP e o Governo não incluíram nesta aquisição as automotoras para o serviço de Longo Curso.

A ideia, estamos em crer, será (seria) a CP colocar neste veículo empresarial os 10 pendulares e a RENFE colocar 5 ou 6 S-120 que têm disponíveis, a que acresceria um novo modelo de oferta nos eixos acima referidos. Haverá estudo económico e também da viabilidade técnica de tal “veículo”?

Só desta forma haverá uma transparência de processos que relevasse os ditos negócios com Espanha e a falta de liquidez recorrente que terá levado, assim pensamos, à não aquisição autónoma do material para o Longo Curso.
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