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Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia

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"Sol na eira e chuva no nabal" não é possível

A CT da EMEF diz que a manutenção pode parar em Abril por falta de visto do TdC.
Desculpem mas são lágrimas de crocodilo!

Se a CP, quando o problema se pôs, tivesse feito concurso público internacional, que a EMEF ganharia sem qualquer oposição, nada do que está a acontecer com o TdC sucederia e a EMEF não precisava de ser repartida e destruída como está a acontecer.

Os que viram nesta decisão, de não fazer concurso público internacional, a oportunidade do regresso à CP, são co-responsabilizáveis pelo processo de desintegração da empresa.

Eu sei que não gostam de ouvir e ler certas verdades, mas é a vida. A CP ao não fazer o concurso público internacional matou a industria ferroviária em Portugal que só já tinha a EMEF.

O actual DG foi um dos defensores de não se fazer concurso público internacional, tinha medo que a EMEF não ganhasse, palavras dele para a minha pessoa. O Director de Material da CP, o demitido, defendeu, junto do actual Presidente da CP, essa necessidade, a do concurso público, tal como eu e, principalmente, o antigo Director Geral da EMEF, Castanho Ribeiro também o defendeu junto do sr. Queiró.

Convém que as pessoas saibam o que se passou, porque é isto que explica, agora, o fim da indústria ferroviária no país, da única empresa que restava, após o encerramento das instalações da Sorefame na Amadora.

A reestruturação da EMEF, apresentada ontem, é bem a prova da desorientação reinante. Institucionaliza oficinas de 1.ª e de 2.ª, numa clara manifestação de falta de força, para resistir a intromissões externas, e depois isso dá que Chefes de Áreas responsáveis pelo todo na EMEF, por exemplo, no planeamento e na manutenção de instalações, ficam dependentes do Director Adjunto, apenas responsável pelas oficinas de 2.ª.

Por força da desqualificação das oficinas, as áreas de suporte também baixam o nível, passam igualmente ao estatuto de Director Adjunto.

Os privados têm a porta aberta para ficarem com "filet mignon" deixando os ossos para a EMEF (mais dia, menos dia) integrada na CP. É o desmantelamento da EMEF que assim o permite, não precisaram de nenhuma privatização.

Francisco Fortunato
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